Edifício Multifuncional da Fundação de Serralves
Info

Localização: Matosinhos, Portugal
Data: 2008
Prémios: 1º Lugar Concurso para a Elaboração do Projecto do Edifício Multifuncional da Fundação de Serralves, atribuído pelo Júri do Concurso

Cliente: Fundação de Serralves

Autores
SAANA — Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa
CF — Fátima Fernandes e Michele Cannatà

Equipa
Marieke Kums

Fundações e Estruturas
ARUP London
AFA

Rede de Água e Esgotos
ARUP London
AFA

Instalações e Equipamentos Mecânicos
ARUP London
AFA

Instalações Eléctricas
ARUP London
AFA

Acustica
ARUP London
AFA

Texto

O programa convida a uma nova tipologia, uma instituição que rompe com a classificação tradicional e como resultado à arquitectura contemporânea. As actividades relacionais que compõem o edifício multifuncional permitem a oportunidade de um novo nível de interactividade entre as funções principais de uma instituição de arte e sua dinâmica de comunicação externa.
A proposta possui uma democracia de espaços inerente. A cada função, seu volume, a cada volume seu espaço exterior partilhado. O espaço público age como uma espécie
de ligação social entre funções e o espaço exterior fornece espacos de comércio livre, permitindo usos e ambientes não programados, usualmente excluídos ou restritos em instituições de arte. Dado o carácter único e singular do programa de concurso na sua vontade de abrir as portas do seu acervo aos seus visitantes é proposto uma cave de armazenamento que ocupa todo o lote, um espaço funcional que age como elemento de ligação entre as várias funções.
A proposta promove um edifício que busca a sua identidade a partir de partes díspares. Sem procurar ditar como será ou deverá ser a relação entre as várias funções do programa, optamos pela incerteza. O edifício não funciona tanto como arquitectura programada, mas como diálogo orientado para o processo de projecto. A rede tecida pelo projecto ao longo do lote interrompida por funções públicas tais como café, restaurante, estabelecendo uma friesta espacial vibrante onde as pessoas se podem reunir, programas unem-se e a relação entre os aspectos da instituição tornam-se tangíveis.
É composta pelo aglomerado de volumes programáticos dispostos de acordo com a densidade urbana na envolvente próxima.Esta densidade permite à proposta agir como ponto central num ambiente suburbano de habitação dispersa. O próprio programa permite ao edifício multifuncional interagir com a cidade a diversos níveis e o projecto procura tornar este facto explicito. Não é primeiramente uma instituição cultural, mas pelo contrario um ambiente onde arte, negócios e o quotidiano se juntam criando energia que irá reverberar por toda uma área que esta já a experimentar uma nova mudança.
O edifício de industria textil esta embebido na proposta e estabelece a escala dos volumes que o envolvem. O espaço não é desagregado como uma peça de museu mas integrada, de forma a tornar-se um centro vibrante através das relações com entre as funções do programa à sua volta.
O edifício respeita a tradição de Serralves, fornecendo um espaço aglomerador de pessoas e ideias. Também o jardim é um elemento central da sua tradição, e este foi inserido no coração da proposta. Este é pontuado com jardins e a fronteira entre o interior e o exterior é difuso através da separação de volumes, e pelo uso de vidro e malha s metálicas. Esta transparencia cria uma ligação visual entre funções e evidencia o edifício como centro de diversas actividades para a envolvente, atraindo pessoas ao seu coração misturando actividades urbanas e desta forma materializando o conceito do projecto.