27 Fogos de Habitação Social
Info

Localização: Polistena, Itália
Data: 1984-1987
Prémios:
Menção Honrosa do Prémio Internacional de Arquitectura Andrea Paladio
Menção Honrosa do Prémio INARQ dell Istituto Nacionale di Architettura. Edição 1989
1º Prémio Nini Arcuri . Ordem dos Arquitectos de Reggio Calabria. Edição 1996

Cliente: Cooperativa Progresso e Lavoro

Autores
Fátima Fernandes e Michele Cannatà

Fundações e Estruturas
Giuseppe Surace

Créditos Fotográficos
Franco Mileto
Michele Cannatà

Texto

Polistena com 10.000 habitantes, é um centro com muita importância na planície de Gioia Tauro, no extremo da península itálica.
Depois de sofrer dois terramotos, um em 1783 e outro em 1908, poucos vestígios ficaram do antigo centro.
A reconstrução sucessiva ao primeiro terramoto, de grande interesse urbanístico, apresenta uma quadrícula hierarquizada, sobre uma implantação seiscentista Espaços públicos, edifícios religiosos, palácios localizados ao longo das ruas principais e um tecido de residências menores foram a base da malha urbana com evidentes referências às cidades de fundação e aos esquemas dos grandes eixos barrocos.
O palácio urbano com pátio e algumas das tipologias rurais espacialmente mais ricas foram referência na elaboração do projecto.
A intervenção articula-se em duas áreas PEEP (Piano de Edilizia Economica e Popolare) e em quatro edifícios.
A falta dos utentes pela manutenção dos espaços públicos de competência directa da Câmara Municipal, orientou-nos à elaboração de elementos arquitectónicos de grande impacto, com o objectivo de configurar espaços com uma escala urbana de valor “monumental”. As partes comuns dos edifícios: escadas, acessos ás garagens, galerias, etc. são pensadas como elementos autónomos aos fogos, abertas sobre os espaços comuns na tentativa de construir novos e fortes sítios colectivos.
A escada exterior que dá acesso às galerias, constrói um grande plano branco como fundo do jardim evocando um cenário onde podem acontecer projecções ou representações.
A pequena escadaria foi realizada como uma bancada de paragem dos espectadores/actores da cena urbana.
Tratando-se de habitação social, os materiais usados foram reduzidos ao mínimo permitindo controlar com maior eficácia as difíceis condicionantes económicas e construtivas.